FILOSOFIA ESPÍRITA, ENCANTAMENTO E CAMINHO

"JARDIN" - Claude Monet

BEM-VINDO (A) !
Síntese da nobre caminhada do ser humano em busca de sua natureza real, sua Ciência é o instrumento eficaz que estimula o Espírito à sua auto-descoberta; sua Filosofia o conduz à reflexão profunda; sua Religião em Espírito e Verdade revela-lhe a natureza divina de co-criador e partícipe do Universo.

Quando assim compreendida, permeia visões de Vida, amplia horizontes, eleva sentimentos, faz fluir, como as ondas suaves de um rio, as virtudes latentes e desconhecidas de seu mundo interior...


Por sua vez, a Música, como parte da Arte que reflete a busca pela própria transcendência balsamiza, inspira, eleva, encaminha à serenidade, à reflexão...


Base Estrutural do ©PROJETO ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS (EFE, 2001) - CONSULTE O RODAPÉ DESTE BLOG:

“Seria fazer uma ideia bem falsa do Espiritismo acreditar que a sua força decorre da prática das manifestações materiais (...). Sua força está na sua Filosofia, no apelo que faz à razão e ao bom-senso.” (Concl.VI - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec)."O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: o das manifestações, o dos princípios de Filosofia e Moral que delas decorrem e o das aplicações desses princípios.” (Concl. VII - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).


O Título ©Projeto

Estudos Filosóficos Espíritas foi cuidadosamente refletido, tendo em vista que: 1) Deve refletir a natureza da obra espírita, eminentemente filosófica; 2) Deve refletir a natureza do curso; 3) Estudos Filosóficos é também o nome da vasta obra filosófico-espírita de Bezerra de Menezes, e constante da Bibliografia de apoio do deste projeto, com o qual pretende-se homenagear, reverenciando-lhe o trabalho ainda intenso de sustentação a causa espírita no Brasil, nas dimensões espirituais, juntamente com Espíritos da estirpe de Léon Denis, hoje liderando a Falange da Latinidade que igualmente traça diretrizes para a disseminação das ideias espíritas à humanidade;

4) Iluminando o Evangelho de Jesus com as luzes do Conhecimento Espírita, passaremos a trazê-lO ao coração, ao pensamento, à razão, aos atos, às atitudes, vivenciando com pleno saber e plena aceitação os seus ensinos.

Tal é a finalidade do Espiritismo – formar caracteres com vistas ao mundo de Regeneração (vide KARDEC, Allan, Obras Póstumas, “As Aristocracias”, div.ed.), conforme predito nas palavras de Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.VI, O Consolador, div.ed.), corroboradas pela Codificação Espírita.

Educar para o pensar espírita é educar o ser para dimensões conscienciais superiores. Esta educação para o Espírito implica em atualizar as próprias potencialidades, desenvolvendo e ampliando o seu horizonte intelecto-moral em contínua ligação com os Espíritos Superiores que conduzem os destinos humanos.(STS)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

EM NOME DE KARDEC-MENSAGEM DE FLAMMARION



Nós, do CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS, também prestigiamos os bons livros, os livros sérios e que realmente representem  a Doutrina de Luz. É o caso de "EM NOME DE KARDEC", de Adriano Calsone, da Vivaluz Editora.
Mas, o que mais me surpreendeu, foi a mensagem atribuída a CAMILLE FLAMMARION, grande astrônomo em seu tempo, autor de uma obra de cunho espírita e espiritualista - Flammarion, de personalidade voltada às pesquisas científicas,  foi o autor do discurso em homenagem à Kardec, quando de seu sepultamento e que consta de Obras Póstumas.

A mensagem psicografada que postamos abaixo, é superlativamente elucidativa, bem como o livro de Calsone, que revelam os reais motivos que levaram à derrocada do Espiritismo na Europa e Estados Unidos - talvez os mesmos que hoje entravam a boa divulgação e os bons trabalhos de cunho realmente espíritas hoje no Brasil.

Como disse Jesus de Nazaré, "a cada um será dado conforme as suas obras", e àqueles que conscientemente entravam a marcha do Espiritismo, que seria e é o grande Consolador para o espírito humano, colherão o que merecem, quando do reconhecimento de seus erros e enganos, mas acima de tudo da sua ausência de maturidade espiritual consciente.
E por falar em tomada de consciência, a grande missão do espírita consciente, principalmente o divulgador espírita, é o de anular o seu personalismo em nome do Espiritismo, tal como fez o Codificador.  Aliás como fizeram os grandes missionários do Bem, a favor da causa de Jesus de Nazaré.


"Falar em nome do Codificador do Espiritismo. Esta é uma responsabilidade que muitos assumem sem atinar para os impactos da influência que exercem sobre aqueles que estão iniciando as descobertas espirituais. Seguir Kardec é seguir os princípios revelados pelos Espíritos superiores, sob a orientação do Espírito da Verdade.

Em nossas experiências espirituais, após deixarmos o corpo físico, chega o momento do balanço das conquistas e derrotas.  Morrer é enfrentar, acima de tudo, a verdade sobre o quanto de valor conseguimos conquistar em nossa passagem pela Terra. Na maioria das vezes, o resultado nos entristece. Então, somente o recomeço pode aplacar a dor de ver desperdiçada uma encarnação. Aproveitamos ao máximo a permanência no mundo espiritual para aprender e, com relativa lucidez, trabalhar em nome deste Espírito da Verdade, o qual Kardec soube honrar, desincumbindo-se com êxito de sua difícil e árdua missão.

Falar em nome de Kardec é assumir para a vida esse compromisso de servir a Bem, à Verdade, doa o que e a quem doer.

Esta obra nos brinda com reflexões preciosas. Em sua linguagem agradável, a leitura flui com facilidade. É, de fato, um prazer acompanhar  autor em suas descobertas sobre fatos do passado que foram tão marcantes, a ponto de desencadearem a ruína do Espiritismo na Europa e nos Estados Unidos. E a sua relevância está justamente em apresentar um momento do passado que se repete no presente.

O trabalho de fundação e divulgação do espiritismo transferiu-se para a pátria do Evangelho. Aos brasileiros foi concedida a oportunidade de guardar esse tesouro espiritual e a incumbência de resguardar e divulgar a Doutrina Espírita.

Neste momento, grandes lideranças do Movimento Espírita retornam ao mundo espiritual. Almas valorosas que, cumprindo a sua missão, voltam para aferir os resultados e fazer a avaliação de suas experiências terrenas. Muitos, retornam, já assumem novas responsabilidades. Afinal, o descanso é a consciência serena e a paz do dever cumprido.

Essas lideranças deixam um vazio, tal qual o Codificador outrora deixou. E esse vazio será fatalmente preenchido. Novos trabalhadores estarão à frente, na direção do Espiritismo no Brasil e pela sustentação deste legado em todo o mundo.

Mais do que nunc a, que as bases do trabalho de Kardec sejam fortalecidos entre os espíritas que se comprometeram a servir em suas fileiras. Que todos os que se dizem espíritas, realmente o sejam. São inúmeros os desafios em distinguir-se com clareza o que é o Espiritismo trazido pelo Espírito da Verdade, e o que se fez do Espiritismo, adaptando-o às necessidades de cada um, às influências presentes e passadas de cada alma.

Sabemos muito bem quais são essas dificuldades. Nós as experimentamos pessoalmente no passado, confundindo Espiritismo com outras correntes de pensamentos. Amargamos arrependimento. Entretanto, aqui estamos, secundando os esforços daqueles que estão na Terra para trabalhar para o Bem, servindo a Jesus. Somos muitos e permanecemos em estreita sintonia com os que se comprometeram em levar o Espiritismo avante. E creiam-me: nada é comparável ao êxito espiritual. Somente aqueles que venceram, superando os desafios naturais da jornada, conhecem a plenitude de chegar ao termo da encarnação espiritualmente vitoriosos.

Trago sempre comigo as palavras de ERASTO aos espíritas:

“ Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!  Sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados.”

O convite permanece. Aqui estamos para, juntos, prosseguirmos, em Nome de Kardec, nessa tarefa em favor do progresso da humanidade.

Que a paz de Jesus nos envolva a todos.

Deste vosso servo e servo de Jesus.

Camille Flammarion

(Página psicografada pela médium Sandra Carneiro, 17/07/2015)."

Esta mensagem compõe a Introdução do livro EM NOME DE KARDEC, de Adriano Calsone.   Os grifos contidos na mensagem são meus. 
SONIA THEODORO DA SILVA               
 

 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

CONVULSÕES SOCIAIS APOCALÍPTICAS

Fonte: Le Figaro

Leia e reflita : mensagem espiritual em http://filosofandocotidiano.blogspot.com

sábado, 9 de julho de 2016

170 ANOS LÉON DENIS - CAFÉ FILOSÓFICO ESPÍRITA

 
LANÇAMENTO DVD FILOSOFANDO - ASSISTA AO VI CAFÉ FILOSÓFICO ESPÍRITA EM COMEMORAÇÃO AOS 170 ANOS DE LÉON DENIS
 
 
 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

CAFÉ FILOSÓFICO-ESPÍRITA !!


OLÁ,
 
NÓS, DO CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS, CRIAMOS O CAFÉ FILOSÓFICO-ESPÍRITA, EVENTO ONDE VOCÊ PODE APRECIAR TEMAS E ASSUNTOS ATUAIS SOB A VISÃO FILOSÓFICO-ESPÍRITA, E AINDA TOMAR UM CAFÉ SABOROSO AO MESMO TEMPO EM QUE CONVERSA COM OS CONFERENCISTAS, E CONFRATERNIZA COM OS AMIGOS
 
NESTE MÊS DE ABRIL, MÊS EM QUE COMEMORAMOS O ANIVERSÁRIO DA SEGUNDA EDIÇÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS, TEREMOS A PRESENÇA DE LUCIANO GRISÓLIA MINOZZO, CONFORME O INFORME ABAIXO
 
VOCÊ E SUA FAMÍLIA SÃO NOSSOS CONVIDADOS, COMPAREÇA !! 
 
 
 
A Obsessão Segundo a Filosofia Espírita
Pesquisa na Codificação e Revista Espírita
 
LUCIANO GRISÓLIA MINOZZO
Engenheiro Elétrico, pós graduado em Telecomunicações, fundador da Associação dos Engenheiros Espíritas de São Paulo (ASEESP), atua no Grupo de Ação Espírita (GAE), onde pesquisa temas históricos do Espiritismo, articulista na imprensa espírita nacional, e expositor de tribuna do CENLCAL, Conferencista do
CEFE-CENTRO DE ESTUDOS FILOSÓFICOS ESPÍRITAS   
 
16/abril - 9h às 12h U.D. Santana (r. Duarte de Azevedo, 691, metro Santana)
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 17 de março de 2016

BRASIL DE LUTO - O MEU AMADO PAÍS





Coração do mundo ... pátria do Evangelho ... há quem veja privilégios nestas palavras... e até uma certa arrogância; muitos julgaram ou julgam o Brasil a nova terra prometida e, nós, brasileiros, o povo escolhido que abrigaria os novos tempos. Contudo, o conceito de pátria do Evangelho é bem mais abrangente: na verdade estamos todos unidos, por afinidade, desde o passado remoto até o presente contundente: trânsfugas morais, adeptos de posturas equivocadas; desde todos os tempos, de todos os recantos da Terra, de todas as crenças e filosofias, de todas as posições sociais, de todas as sociedades e culturas, em um só e imenso lugar, onde tivéssemos as condições propícias para mudar...     

Brasil... de costas imensas, de largas e extensas praias, de selvas verdes e matas densas, de  mares verdes e de aves multi coloridas, de felinos belos e serenos; do boto que se confunde com o rapaz bonito da lenda criança; da pantera, da onça, do tucano e do papagaio; do mico leão dourado e das borboletas azuis... do cãozinho amigo e do gato ladino; das árvores que encantam, que ensombram, que fazem a chuva chover... das noites enluaradas e das estrelas sem fim... do calor que assusta e do frio que faz sofrer...

Visto do alto, o meu Brasil se confunde com outras terras e outros mares tão azuis e tão extensos que minha vista mal alcança...o meu Brasil de terras imensas, de águas ocultas, de rios largos e imensos, de peixes tão grandes quanto pequenos. Visto do alto, meu Brasil me comove - quem é você, Brasil? De quais lugares você veio e onde você está? Quem te construiu, quem sustenta as tuas fronteiras?

Do alto do mais alto pico do Brasil eu poderia estender meus braços e abraçar o meu país, e torná-lo pequeno, e afagá-lo como a uma criança, como a um filho querido que geme e se contorce em suas dores, dores tão grandes que saem às ruas, que se revolta, que chora e se espreme em veículos que o conduzem à busca do trabalho distante, ou do divertimento imposto e bancado pelos novos colonizadores e catequizadores de ideias.

Quem é você, meu Brasil, personificado em milhões de olhares úmidos de pranto por seus filhos perdidos pela bala “perdida”... quem é você, meu Brasil querido, personificado em milhares de crianças e jovens que, na escola, mal sabem ler e escrever uns, ou que se perdem nos desequilíbrios da busca desenfreada do prazer que, logo trazendo o vazio,  sai e sai novamente sem rumo, sem destino...quem é você, meu Brasil, cujo olhar suplicante busca nos altares frios e distantes a resposta para o seu desencanto...

Quem é você, meu Brasil de milhões de esperanças e de outro tanto de almas enfermas da alma; quem é você meu Brasil que busca num simples jogo de bola a alegria distante...

Porque, meu Brasil, tantos te tratam assim? Porque de tuas matas mortas, de teus animais em extinção, de tua água que seca, tamanha a poluição... E eu afago o meu país pequeno em meus grandes braços, e tal como o profeta, levanto o meu país à vista d’Aquele que o criou, à vista daquele que é maior do que eu mesma, do que todos, e que esteve entre nós nos ensinando a caminhar,  e o entrego nos Seus braços, e peço, e oro, pelo meu Brasil, para que possa andar com suas pernas vacilantes, que possa sorrir de vera alegria, que possa ver em torno de si a grande promessa de paz, que possa abraçar e ser abraçado, amar e ser amado, sem medo, sem raiva, porque crescido, adulto, educado, maduro e irmão.              

Que o meu Brasil possa sair de madrugada, e seguir para o seu trabalho compensador, e encontrar a rota certa, a segurança, a realização. 

Que o meu Brasil não dependa de quem quer que seja para alimentar-se, cuidar-se, ter seus filhos, comprar sua casa – porque tudo, tudo que fizer e realizar e respeitar reverterá a seu favor.

Que o meu Brasil respeite mares e lagos, rios e matas, animais e humanos, pois tudo faz parte do mesmo ciclo de vida, porque sabe que se assim não fizer, simplesmente morrerá.

Que o meu Brasil tenha seus representantes legítimos porque eleitos pela Verdade e pela Verdade trabalharão.

Que o meu Brasil apague de sua lembrança os maus governantes, os manipuladores, os corruptos e corruptores, os roubadores, os criminosos, os mentirosos e hipócritas, os que deturpam a paz e lesam os bens públicos; e que este momento não passe de aprendizado – longo, doloroso e definitivo aprendizado - em busca da honestidade, dos valores e virtudes humanas que a sustentam e à Vida.

 
Que o meu Brasil reconstruído pelo trabalho, pelos estudos, pela capacidade que tem de  sentir  empatia, afaste de si o egoísmo feroz e o individualismo doentio, que empobrece as suas capacidades, que o torna menor, que o submete à manipulação, e bloqueia o seu imenso potencial de realização.

Que o meu Brasil reconstruído pelo Amor, a ele finalmente dê guarida, abrindo os seus braços para os filhos das guerras distantes, das tragédias que ferem, dos dramas ocultos, das perseguições inumanas e cruéis.

Que o meu Brasil gigante acredite em si mesmo, mas seja tão humilde quanto a sua imensa capacidade de compreender.

Que o meu Brasil querido seja o coração que ama e a terra do Amor, que, personificado e nascido um dia, partiu mas nunca nos deixou.

Brasil: ergue-te, realiza, trabalha, acredita, ama, suba aos montes mais altos, eleva-te em espírito e de lá, visualiza o imenso caminho que te cabe; ele está perto de ti, bem perto, tão visível quanto as estrelas, tão fresco quanto as ondas do mar, tão vivo quanto as árvores,  silentes, belas e partícipes da vida – sai em busca das tuas bem-aventuranças,  segue a Luz que te criou, encontra-te contigo mesmo, e com todos os que te cercam. 

Meu Brasil jamais se submete, jamais se escraviza, a nada e a ninguém, a nenhuma circunstância. E o meu Brasil refeito e reconstruído, espiritualizado e trabalhador, finalmente estará pronto para abrigar a Paz – e de seu imenso coração emanarão os mais sublimes sentimentos que abraçarão a Terra inteira, os nossos irmãos.

OREMOS E CONFIEMOS !  AGIR COM PAZ E EQUILÍBRIO!

Sonia Theodoro da Silva - 16 de março de 2016
www.filosofiaespirita.org  

DIANTE DOS ATENTADOS EM BRUXELAS EM 22 DE MARÇO DE 2016 VEJAM O POEMA "CULTIVO UMA ROSA BRANCA" EM WWW.FILOSOFANDOCOTIDIANO.BLOGSPOT.COM

sábado, 12 de março de 2016

Mudança Planetária: Esperanças e Consolações




     Os Espíritos Superiores que assessoraram Allan Kardec em seu magnífico trabalho de síntese propiciaram à humanidade todas as condições que poderiam levá-la à mudança de paradigmas. 

     Segundo a afirmação de Emmanuel, as revelações “evolucionam numa esfera gradativa de conhecimento” e, desta forma, vai ao encontro do pensamento do codificador – “as verdades morais constituem elementos essenciais do progresso”.  Podemos deduzir, assim, que o senso moral vai se desenvolvendo à medida que os indivíduos sentem necessidade de uma complementaridade aos conhecimentos desenvolvidos e adquiridos, gerando um processo magnífico de completude em que razão e coração se integram, coesos, numa mesma aspiração pessoal e coletiva – a felicidade.  

    Quando os Espíritos disseram que o Espiritismo seria “o Consolador prometido por Jesus”, imediatamente os corações imaturos deduziram que a esfera espiritual com eles se comunicaria a cada momento tormentoso de suas vidas, dando respostas e soluções aos problemas afligentes e angustiosos.   

    Contudo, a filosofia espírita é bem clara e objetiva – o ser humano progride e, ao progredir, deve assumir responsabilidades. Estas, por sua vez, lhe garantem a segurança necessária para bem conduzir-se numa jornada segura, de paz e tranquilidade interior, o que não significa que outras pessoas assim agirão, uma vez que convivemos num vasto oceano de diversidade cultural, moral, intelectual, religiosa e, finalmente, evolutiva.      

    Nunca foi tão necessário buscar consolo no Evangelho de Jesus, em suas palavras, atitudes, conselhos. A sua presença é a do amigo de todas as horas, a do crucificado que voltou da morte a dizer que ela é apenas uma percepção incompleta, precária e aparente. Jesus não ressuscitou, ele mostrou que a morte do corpo não destrói o Espírito imortal; Jesus não é Deus, é a plenitude da evolução a que pode chegar um Espírito em contínuo progresso.   

     As adversidades e atribulações que atravessamos atualmente fomentam a descrença, o dissabor, a divisão e a somatização de problemas os mais diversos, enclausurando a alma humana numa visão de mundo em que a esperança (de esperançar, de estimular as boas expectativas) não encontra espaço nas mentes fatigadas pelas tragédias do cotidiano e dos eventos mundiais.   

   Jesus e seus apóstolos viveram num mundo em transição, passagem das crenças mitológicas para a fé racional que se completaria dois mil anos depois com a Filosofia Espírita. Daquela época para cá o ser humano obteve muitas conquistas, porém busca alimentar-se apenas de satisfações imediatistas que os desconcertos do Espírito impedem- no de olhar para o futuro de forma otimista e assertiva.     

     O Livro dos Espíritos, perg.119, traz uma instrução de Paulo de Tarso: “para atingir a plenitude, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas lhe são opostas: a ignorância, o ódio e a injustiça.” E completa: “... aquele que por um falso impulso da alma se afasta do objetivo da Criação, que consiste no culto harmonioso do belo e do bem idealizados pelo arquétipo humano, Jesus, é responsável (pela desorganização social).” 

    Este é o momento de mudança de paradigmas. Para tanto, temos o impulso natural para o Bem que trazemos conosco; temos modelos auspiciosos que poderão ser implantados a partir dos espaços vazios gerados pela dor e pela perda. Os Espíritos que colaboraram na Codificação estão e estarão ao nosso lado para que realizemos em nós e junto a nós esse novo modelo de paz e prosperidade espiritual, modelando a nova civilização que tanto desejamos.  

Sonia Theodoro da Silva

Bacharelanda em Filosofia 

(Publicado no Journal of Psychological Spiritist Studies em 08 idiomas e circulação em toda Europa e Russia)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

THE YOUNG MESSIAH



Olá,
veja os traillers dos novos filmes que estarão em cartaz em breve : RISEN (ainda sem título em português) e THE YOUNG MESSIAH (também ainda sem título em português).

Vamos assistir e interpretá-los conforme os dados históricos atuais e desenvolvidos por Universidades norte-americanas e européias na busca pelo  Jesus histórico, mas tendo em mente os conteúdos de conhecimento que a Filosofia Espírita nos fornece.

Bons filmes !!!

ACESSE NO HTTP://VERVISAOESPIRITADARELIGIOSIDADE.BLOGSPOT.COM

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CARNAVAL OU MOZART ? UM DIÁLOGO ATEMPORAL



Um dia conversávamos com um Maestro e com uma Pianista. E a nossa conversa girava em torno de, claro, música. Foi quando o Maestro, desviando o assunto, exclamou: Mas, e o carnaval? Onde fica a cultura nesses dias onde tudo é permitido? Quando as mulheres esquecem o pudor e os homens, ah, estes nem se fala!..

O prezado leitor já deve ter percebido que o querido Maestro pertencia à geração dos antigos. Prosseguiu ele: Eu me lembro de quando era criança, apreciava as brincadeiras, os carros que saíam às ruas em desfile. Meu tio-avô era um dos aficcionados da festa de Momo. Ele reunia seus amigos, e todos saíam em seus automóveis, portando máscaras e lança-perfumes - a máscara, para que ninguém os reconhecesse e o lança-perfumes, para que, embriagados no doce aroma, pudessem permitir-se ao divertimento, sem qualquer constrangimento.

E assim era durante os quatro dias. Na quarta-feira - ah,a contradição -, iam todos em fila à Catedral da Sé, vestirem-se de cinzas, pedirem perdão dos excessos cometidos, das homéricas bebedeiras, dos beijos roubados, das palavras mal-ditas, das noites boêmias mal-dormidas. Ah, a consciência !

Ao que a Pianista acrescentou - e as músicas, então? Simples jogos de palavras soltas, sem qualquer pretensão de aculturamento, mas, ao contrário, desprestigiando a cultura brasileira. Veja só Noel Rosa! Veja Pixinguinha! O que Villa-Lobos diria?

E eu, ouvia e meditava. Será que eles tinham ouvido falar de Tom Jobim? De Ari Barroso e do "Aquarela do Brasil"? De Chico Buarque e de suas músicas contra a Revolução de 64, que trouxe a ditadura ao Brasil? De Toquinho e Vinícius? Foi quando deu entrada à sala, o Escritor: Bem, querido Maestro e prezada Pianista, onde fica Lobato nesta história? Sem falar dos universais Castro Alves, Alencar, Victor Hugo, Alexandre Dumas, e Charles Dickens? E Shakespeare? E o nosso Machado? Falando em Universais, disse o Maestro, falemos de Mozart! E bateu palmas, feliz.

Quando ele disse - Mozart - meu coração quedou-se, como num staccato de uma grande sinfonia. E num momento atemporal, onde não existe espaço, nem dimensões como as conhecemos, mas um grande Silêncio, ali, à minha frente, num maravilhoso foco resplandecente de cores e luzes, surgiram como num mosaico em movimento, todos os grandes compositores, pensadores, instrumentistas e virtuoses, poetas, pintores, escultores, educadores, estetas, num portentoso concerto em homenagem à ela, a Arte. E seja por inspiração do grande compositor, ou porque o momento era propício, a sala transformou-se, feéricamente iluminada por lustres invisíveis como de cristal, aumentando suas dimensões, atingindo as esferas celestes, transfigurando os nossos personagens, mudando o teor e o colorido das conversações.

E o Escritor, inspirado, disse: O objetivo essencial da Arte, é a busca e a realização do Belo; é, ao mesmo tempo, a busca de Deus, uma vez que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita do Bem e do Belo.

Ao que o Maestro retrucou: Mas quanto mais a inteligência se purifica, se aperfeiçoa e se eleva, mais se impregna da idéia do Belo!

Disse a Pianista: Sim, o objetivo essencial da evolução será, portanto, a busca e a conquista da beleza (em sua essência, sem atavismos e aparências), a fim de realizá-la no ser e em suas obras. Tal é a regra da alma em sua ascensão infinita.

Na Terra, completou o Escritor, nem todos os artistas inspiram-se nesse ideal superior. A maior parte limita-se a imitar o que chamam "a natureza", sem se aperceberem de que esta não é senão um dos aspectos da obra divina. Porém, no espaço, continuou a Pianista, a arte se reveste, ao mesmo tempo, das mais sutis e mais grandiosas formas, e ilumina-se com um reflexo divino.

E o Maestro: meus caros, nada se iguala à Música. Vejam uma “Meditação de Thaís” de Jules Massenet! Quanta grandiosidade, quanta leveza!

E eu, pobre mortal, pensei, mas, e Mozart, e o carnaval?

Continuou o Maestro, lembramos aqui que todo Espírito que emana de Deus não apenas possui uma centelha da inteligência divina, como, ainda, goza de uma parcela do poder criador, poder que ele é chamado a manifestar cada vez mais no decorrer de sua evolução, tanto em suas encarnações planetárias quanto na vida no espaço.

Na Terra, sob o véu da carne, essa inteligência e esse poder ficam diminuídos; e contudo é maravilhoso constatar até que ponto o talento do homem pôde subjugar as forças brutais da matéria, vencer a sua resistência, sua hostilidade, submetê-las às suas necessidades e até mesmo às suas fantasias!

Tornei a pensar, neste caso, Beethoven, Brahms, Bach, Carlos Gomes, Dvorak, Tchaikowsky e outros, seriam exemplos disto?

Certamente, respondeu o Escritor. Mas eu apenas pensei! E ele respondeu-me!

Sim, querida menina, o pensamento cria formas, sons, em um grau mais elevado, por exemplo nas materializações de Espíritos, a vontade destes cria formas, rostos, vestimentas, atributos semelhantes aos que eles possuíam na Terra e que nos permitem reconhecê-los, identificá-los. A vontade lhes dá a consistência necessária para tocar os sentidos dos observadores. Os Espíritos Mozart (até que enfim, pensei novamente), Victorien Sardou e outros erigiram para si palácios ornados de plantas e de flores.

Prosseguiu o Maestro, inspirado pela citação do nome de Mozart: O papel essencial da Arte é expressar a vida com todo o seu poder, sua graça e sua beleza. A Arte se eleva e progride em todos os graus da escala da vida realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, que se aproximam da fonte divina de eterna beleza.



E qual não foi o meu espanto, quando deu entrada à sala, nada mais nada menos que o Filósofo, que, aproximando-se, sorridente, exclamou: A música é uma lei moral. Dá alma ao universo, asas ao pensamento, saída à imaginação, encanto à tristeza, alegria e vida a todas as coisas. Ela é a essência da ordem e eleva em direção a tudo o que é bom, justo e belo, e do qual ela é a forma invisível, mas, no entanto, deslumbrante, apaixonada, eterna.

Prosseguiu nosso Filósofo: O infinito das idéias, dos quadros, das imagens, é como um desafio aos limitados recursos do vocabulário terrestre. Com efeito, como encerrar em palavras, como resumir em palavras todo o esplendor das obras que se desenvolvem nas profundezas dos céus estrelados?

E voltou os olhos ao Educador (que, esqueci-me de citar, quedara em silêncio todo esse tempo). Ao contrário do que se imagina, começou a dizer, todos podemos acessar o Belo, pois ele é lei soberana, objetivo supremo do universo. Todos os problemas do ser e do destino resumem-se em poucas palavras. Cada vida deve ser a construção, a realização do belo, o cumprimento da lei.

Neste instante, todos (eu inclusive), silenciamos a palavra e o pensamento. Não mais nos preocupávamos com as manifestações próximas do carnaval que, se no passado trazia a imagem de uma alegria fortuita e permitida (não seria permissiva?), hoje, enlouquecia os Espíritos, na afanosa tarefa de os fazer voltar as manifestações instintivas de satisfações efêmeras, desequilibrantes, minimizando, senão anulando as capacidades evolutivas em ascensão.

Lembrei-me de Emmanuel: Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças das trevas nos corações e às vezes toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

A triste festa iria começar em breve. Resquícios de costumes perdidos na Antiguidade de nossa cultura ocidental, pensei, que alegria é esta que se manifesta e exige bebidas, gritos, fantasias, carros alegóricos e desregramentos para se manifestar? E o mais grave: Por quê, se estamos num mundo grande parte cristão? Mas, de pronto, lembrei-me das palavras da personagem Magda, do livro Madalena, A Conversão do Mundo: é o fermento levedando a farinha. Lembremos a parábola de Jesus. Uma medida de fermento faz levedar a massa de farinha, mas para isso tem de misturar-se com ela. O processo de fermentação é lento e apresenta várias fases. O Evangelho está no mundo e vem levedando a sua massa há quase dois mil anos. A massa cresce, mas nova farinha lhe é adicionada a cada geração. A farinha do mundo está num saco invisível, e esse saco tem as dimensões do infinito. E esse pouco mais é o acréscimo da dimensão cristã à consciência humana. O Evangelho é esse acréscimo, uma pequena medida de fermento a levedar a massa do mundo. Nosso conhecimento possível é também uma medida de fermento e precisamos cuidar que ela não se perca, não se deteriore.

Voltei os olhos ao Maestro, à Pianista, ao Escritor, ao Filósofo, ao Educador. Ainda teríamos um bom tempo antes que a humanidade em nós cedesse lugar à Espiritualidade - mas, nesse ínterim, teríamos que passar por uma extensa trajetória de aprendizado e conscientização. Lembrei-me ainda das equipes espirituais no trabalho constante de aprimoramento da ética e da moral, através de seus dignos representantes na Terra e no Espaço. Com Sócrates, a estimular o Ser à busca de si mesmo, no auto-questionamento, na perquirição filosófica constante. E a partir dele, seguiram-se na linha do tempo as figuras dos Grandes Imortais em todos os ramos da Cultura, da Arte, das Ciências Exatas, da Filosofia, da Educação, das Religiões. Foi quando todos eles me disseram: O Espírito humano não pode se elevar até as supremas alturas da Arte cuja fonte é Deus, mas ele pode, ao menos elevar a elas as suas aspirações.
E como transformar as nossas aspirações em anseios de ascensão? Ou seja, qual o caminho a seguir para alcançar uma visão de vida menos materialista, menos embrutecida, menos niilista, menos imediatista, menos omissa?

E eles, sorrindo diante de minhas dúvidas, disseram: Toda ascensão da vida à perfeição eterna, todo esplendor das leis universais, resumem-se em três palavras: Beleza, Sabedoria, e Amor. E acrescentou o Filósofo: Quando nós, seres humanos, encontrarmos dentro de nós mesmos e no outro a projeção Divina do Bem e do Belo, saberemos exteriorizar de forma mais adequada a nossa bagagem interna. Até lá, lutaremos pelo entendimento, pela compreensão; em suma, pelo próprio livre-arbítrio, em seu verdadeiro sentido de condutor e libertador da nossa própria ignorância, o que nos torna, por ora, diante da Existência, ovelhas perdidas e desgarradas do aprisco do Pai, nesta belíssima metáfora de Jesus, que nos tornou parte da Criação Universal sob a Sua Égide. Então, veremos uma nova Renascença na Terra, desta feita, como resposta aos anseios de Espiritualidade dos Seres Humanos, erguidos à sua verdadeira Humanidade.

Silenciei, pois não havia mais nada a dizer.

(Sonia Theodoro da Silva)

(Diálogo virtual, com excertos das palavras de Léon Denis na obra O Espiritismo na Arte); Bibliografia: Madalena, A conversão do mundo, de José Herculano Pires.

PUBLICADO: Revista Internacional de Espiritismo, Ano 89, No.03, Abril 2004, Ano Comemorativo aos 200 Anos de Nascimento de ALLAN KARDEC. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A SÃO PAULO DE PAULO E DE EMMANUEL

 
(Fonte: internet - REMBRANDT)

Comemoramos nesta data 462 anos da fundação da nossa cidade.

E voltando atrás no tempo, lembramo-nos das palavras de Emmanuel, em A Caminho da Luz, dizendo que o acaso inexiste, quando mencionamos as fundações de cidades e Estados. Aliás, acaso, segundo Téophile Gautier, é o pseudônimo de Deus quando Ele não quer assinar a sua obra. Há uma união de intenções entre “terra” e “céu”, como se todos se reunissem para fazer cumprir propósitos superiores, preparando a primeira para o advento das populações que lá habitarão, com vistas ao desenvolvimento das leis de sociedade e progresso. É muito interessante esta análise, para a qual convidamos os nossos caros internautas. Vejamos a Lyon de Rivail e a Lugdunum de Ireneu, a Roma antiga e a atual, a Nova York de 200 anos atrás e a de agora, e assim sucessivamente. Há um planejamento realizado em outras esferas de existência e que muitas vezes escapa à nossa compreensão.

O mesmo livro citado, A Caminho da Luz, relata os bastidores da história, sob a análise crítica e lúcida de Emmanuel.

Mas vejamos a nossa querida São Paulo de Piratininga, inaugurada a partir de uma pequena vila onde índios, padres e sentenciados portugueses constituíam a sua população. Ainda hoje, na região da Sé, no Pátio do Colégio, a igreja de Anchieta guarda um museu de peças e imagens sacras dos séculos XVI a XVIII, seus objetos de uso pessoal bem como sua batina e terço, e a arquitetura da época também preservada e restaurada, onde é interessante notar uma parede do templo, antiquíssima, construída de barro, palha, areia, pedra e excremento de gado para dar a liga, preservada até os nossos dias, e resguardada entre duas outras paredes de vidro.

Contudo, o que nos chama a atenção, da dupla Nóbrega-Anchieta, é a posição do primeiro como educador, que à época se caracterizava como um misto de professor e catequizador - lembremos que a Educação naqueles tempos estava a cargo da igreja católica, que enviava seus representantes às terras recém-descobertas. Muito criticado por seus meios rígidos e ortodoxos, mas que na verdade compunham normalmente o procedimento dos membros do clero, e mais do que isso, dos homens e mulheres do século em que viveram, Nóbrega, que não poderia fugir às circunstâncias evolutivas, culturais, religiosas, antropológicas e psicológicas de sua época, não deixou de cumprir a sua missão. A maior delas, a efetiva fundação de São Paulo de Piratininga. E aí é que analisamos as circunstâncias.

Nóbrega é considerado uma das reencarnações de Emmanuel, também Públio Lentulus Sura e posteriormente Públio Lentulus, o escravo grego Nestório (veja-se as obras Há Dois Mil Anos e 50 Anos Depois do autor espiritual) e ainda o padre Damiano, em Ávila (veja-se o romance Renúncia), além de sua vida como o pensador e escravo cristão Eusébio (não confundir com Eusébio de Cesaréa). Por que Nóbrega deu o nome do querido Apóstolo à cidade?

Uma mensagem íntima de Emmanuel recebida por Francisco Cândido Xavier, em Pedro Leopoldo, a 13 de março de 1940, nos relata um encontro do senador Lêntulus com Paulo em Roma. A mensagem é a seguinte:

“Lede as cartas de Paulo e meditai. O convertido de Damasco foi o agricultor humano que conseguiu aclimatar a flor divina do Evangelho sobre o mundo. Muitas vezes foi áspero. A terra não estava preparada e se em alguns pontos oferecia leiras brandas e férteis, na maioria, era regiões em espinheiro e pedregulho.

Paulo foi o lidador de sol a sol. Seu fervoroso amor foi a sua bússola divina. Sua paixão no mundo, iluminada pela sua dedicação ao Cristo, transformou-se na base onde deveria brilhar para sempre a claridade do Cristianismo. Conheci-o, em Roma, nos seus dias de trabalho mais rude e de provações mais acerbas. Vi-o uma vez unicamente, quando um carro de Estado transportava o senador Públio Lentulus, ao longo da Porta Ápia, mas foi o bastante para nunca mais esquecê-lo. Um incidente fortuito levara os cavalos a uma disparada perigosa, mas um jovem cristão, atirando-se ao caminho largo, conseguiu conjurar todas as ameaças. Avistamos, então, um pequeno grupo, onde se encontrava a sua figura inesquecível. Trocamos algumas palavras que me deram a conhecer a sua inteireza de caráter e a grandeza da sua fé. O fato ocorria pouco depois da trágica desencarnação de Lívia e eu trazia o espírito atormentado. As palavras de Paulo eram firmes e consoladoras. O grande convertido não conhecia a úlcera que me sangrava no coração, todavia as suas expressões indiretas foram, imediatamente, ao fundo de minha alma, provocando um dilúvio de emoções e esclarecimentos.

Luzeiro da fé viva, Paulo não pode ser esquecido em tempo algum. Seu vulto humano é o de todo homem sincero que se toque de amor divino por Jesus. Lede-o sempre e não vos arrependereis”. (O grifo é nosso)

Tudo se assemelha ao coração imenso da cidade de São Paulo - a cidade de Paulo.

Conta-nos o Espírito Cneio Lucius (50 Anos Depois), que Paulo, no plano espiritual, sempre se dedicou a auxiliar “as grandes inteligências afastadas do Cristo, compreendendo-lhes as íntimas aflições e o menosprezo de que se sentem objeto no mundo, ante os religiosos de todos os matizes, quase sempre especializados em regras de intolerância”. E foi com esse sentimento de compreensão e bondade que fez com que o grande Apóstolo da gentilidade estendesse as suas preces e auxílio ao culto senador romano, quando de sua desencarnação na tragédia de Pompéia, continuando a ampará-lo espiritualmente em suas posteriores existências terrenas.

Emmanuel nunca mais o esqueceu, e na personalidade de Nóbrega, adia a inauguração do Colégio de Piratininga, a que dá o nome de São Paulo, para o dia da comemoração da conversão do Apóstolo, fixada em 25 de janeiro. Essa afirmação não é somente de Cneio Lucio. É mencionada pelos biógrafos do padre Nóbrega, entre eles Serafim Leite, José Mariz de Morais, e Melo Pimenta.

Em outro momento, já como o grande pensador cristão encarregado das diretrizes ético-morais do Espiritismo em terras brasileiras, como continuidade ao trabalho que ajudou a realizar há centenas de anos, surge, através da psicografia do não menos ilustre missionário da Bondade e da Humildade, Chico Xavier, a grandiosa obra “Paulo e Estêvão”.

E compreendemos a grande destinação desta que é considerada a maior cidade da América Latina. Hoje, no século 21, uma megalópole que abriga em seu coração, centenas de “gentios” oriundos de todas as terras, brasileiras ou estrangeiras. Tal como Paulo, que abrigou em seu imenso coração amoroso, os corações da gentilidade em sua época. Foi através deles que o cristianismo do Cristo cresceu e se espalhou pelo mundo.

E é em São Paulo hoje, que brasileiros e estrangeiros tomam um primeiro contato com a Doutrina da Paz, da Concórdia, do Conhecimento Transcendente e a levam em suas atitudes e consciências tornadas espíritas.

Cumpriu-se a grande missão compartilhada.

Sonia Theodoro da Silva
(texto revisado pela autora - 25 de janeiro de 2016).

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL!!!






ELE NASCEU...!!!
NUMA SIMPLES MANJEDOURA EM MEIO AO FRIO E AO DESCONFORTO, ENTRE ESTRANHOS, NUMA NOITE ESCURA E SOLITÁRIA...
JESUS, AMADO MESTRE, O SEU CORAÇÃO AMIGO EDUCA-NOS COM OS MAIS PROFUNDOS E SIMPLES ENSINAMENTOS... OS DRAMAS AS TRAGÉDIAS, AS DORES, OS SOFRIMENTOS SE TRANSFORMAM EM DEGRAUS DE LUZ A  CONDUZIR-NOS EM DIREÇÃO AO SEU OLHAR DE PAZ, AOS SEUS BRAÇOS ACOLHEDORES ...

SEJA BEM VINDO, JESUS, QUE AS SUAS LUZES ILUMINEM ESTE PLANETA DE DESAFIOS CONSTANTES - QUE A SUA PRESENÇA ILUMINE OS CORAÇÕES DESEJOSOS DO BEM, PERMANEÇA CONOSCO, MESTRE AMADO !

Soberano Singular
Durante milênios Ele foi aguardado. Falava-se de um soberano
poderoso, governador das estrelas. Um Ser, cujo poder abalaria o
mundo.
Os homens O idealizaram coberto de riquezas, rodeado de servos.
Imaginaram que Seu nascimento seria noticiado a todos os poderosos da Terra.
Que haveria sons de trombetas e anúncios bombásticos.
Então, Ele chegou.
Aguardou um dia em que a cidade regurgitava de estrangeiros e
todas as mentes estavam voltadas para as questões das suas próprias existências.
Buscou um lugar mais afastado, longe do burburinho das gentes. Um estábulo.
Entre o feno foi-Lhe preparado um improvisado berço. E Ele veio à
luz, tendo como testemunhas silenciosas um boi e um burrico.
Animais que simbolizam o trabalho e a submissão.
Escolheu por pai um carpinteiro, um homem de índole pacífica e rija têmpera. Por mãe, uma jovem mulher, portadora de peregrinas virtudes e invulgar sabedoria.
Como arautos de Sua chegada teve um coro de vozes celestiais
segredando a almas simples, no campo, as notícias alvissareiras:
chegara o Rei.
E os pastores, deixando suas ovelhas, foram procurar o menino envolto em panos, conforme lhes falara o celeste mensageiro.
Um nascimento na noite/madrugada. Um menino que dividiria a História da Humanidade, que conquistaria o reino mais difícil de ser encontrado: o coração da criatura humana.
Na fragilidade em que Se exilou, de forma temporária, pacientemente  aguardou que o tempo Lhe fosse propício à semeadura para a qual viera.
Quando o tempo se fez, deixou o lar paterno e foi amealhar Seus
seguidores. A nenhum prometeu valores amoedados ou projeção pessoal.
Ao contrário, falou de abnegação, de perseverança e dedicação.
Alertou que nada deviam esperar do mundo porque Ele próprio não era  detentor de uma pedra sequer para repousar Sua cabeça.
Alertou do trabalho incansável a que Ele Se devotava, da mesma forma que o Pai que está nos Céus.
Disse das aflições e das perseguições que padeceriam, simplesmente por segui-lO e divulgar a Sua mensagem.
Veio para servir, jamais desejando para Si qualquer honraria ou
deferência.
Encontrou o coração dilacerado de uma mãe viúva, conduzindo o
corpo do filho ao túmulo e o restituiu ao materno carinho.
Estendeu convite a um jovem rico de ambições, a uma mulher
equivocada, a um cobrador de impostos, a uma vendedora de ilusões.
Consolou os aflitos corações das mulheres que por Ele derramavam
lágrimas, no caminho do Calvário.
Entregou-Se em sacrifício, sem nenhuma nota dissonante, e dignificou a morte, aceitando-a em preces ao Pai.
Na data em que Seu nascimento é lembrado, entre cânticos de ventura e mimosas trocas de presentes, nossos corações se erguem, em preces, louvando-Lhe a Celeste presença.
E, com sempre inusitada alegria, reunimos a família em torno da
mesa, visitamos os amigos, abraçamos os colegas.
Tudo em nome e em homenagem a um menino, Celeste Menino, vindo das estrelas ao nosso ainda pobre e sofrido planeta de provas e expiações.
Rei solar. Rei dos céus. Pastor das almas. Mestre e Senhor. Nosso
Senhor Jesus.
(texto de autoria desconhecida, caso o autor o visualize, informe-nos seu nome para os devidos créditos)

SONIA THEODORO DA SILVA
WWW.FILOSOFIAESPIRITA.ORG


 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A DIALÉTICA DO SUICÍDIO (AS DORES DE PARIS E DO BRASIL)


 
 
Há momentos em que palavras e gestos não conseguem exprimir os sentimentos que envolvem os corações humanos diante da tragédia, seja ela pessoal ou coletiva. Tragédias essas onde apenas as justificativas simplistas não alimentam a necessidade que temos de uma explicação madura e condizente ao progresso intelecto-moral já alcançado.

Refiro-me a justificativas tais como: “é a transição”, é “a lei de causa e efeito”. Ou ainda, “nada devemos temer, pois Jesus está no leme deste barco navegante em mares tumultuosos”.

Essas “explicações” poderiam levar à uma acomodação de pensamentos e sentimentos, já que “nada podemos fazer” diante da lei de “causa e efeito” que atinge vítimas e algozes, e nos coloca “a salvo” de qualquer evento menos feliz. Mistura de carma indiano com lei de talião mosaica.

Por outro lado, as aflições que muitos hoje vivenciam fruto de desastres ecológicos principalmente no Brasil, oriundo da ganância de governos e empresas multinacionais, de assaltos com morte, principalmente nas grandes metrópoles, e por abandono e violência, está ceifando vidas que não suportam conviver sem seus amados, seus pertences, sem o trabalho que lhes garantia a dignidade de viver.

O suicídio foi institucionalizado por circunstâncias as mais diversas além das acima citadas, como a imolação da própria vida para o cumprimento da jihad islâmica e assim alcançar o paraíso distante do mundo ocidental perverso e corrupto; como único caminho para abolir o sofrimento diante da perda de entes queridos, de bens materiais que sustentavam a família, e ainda pelo fato de enfermar sem perspectivas de futuro, e, muitas e muitas vezes por tristeza, vazio existencial e estresse emocional. 

Como exemplos, o governo dos EUA enfrenta hoje uma epidemia de suicídio nas fileiras militares por parte de jovens traumatizados pelas guerras das quais participaram no Oriente Médio; o Japão enfrenta epidemia de suicídio de jovens que não conseguiram matrícula nas universidades mais conceituadas e partem para a alternativa cultural do autocídio como saída estratégica da vida e manutenção do orgulho pessoal e familiar.

E poderíamos elencar todas as causas possíveis para essa “alternativa” que milhões buscam hoje no mundo inteiro para não enfrentarem a dor e o sofrimento, o vazio existencial e a sensação de abandono.

O ser humano está em crise profunda. Não podemos achar que as Leis Divinas estejam por detrás dessa tragédia. Se Deus é misericordioso, as Suas Leis, que expressam o Seu pensamento, expandem o Seu amor por toda a humanidade nesse instante. As Leis Divinas são misericordiosas, nunca agem em desacordo com Deus, pois Ele as dirige e comanda, embora o homem seja o algoz do próprio homem, embora haja optado pela cruel lei de talião contra o próximo e contra si mesmo.

Então, porque tudo isto?  O que faz um jovem imolar-se tão cruelmente por um ideal utópico preconizado por argumentos rasteiros, como vemos hoje os jovens que se unem a grupos dotados de ódio profundo à civilização e tudo o que ela representa?

Qual a verdadeira causa dessa ausência de si mesmo? Não somos adeptos de explicações menores nem justificativas que nada explicam, senão ampliam o nosso estupor diante de tanta dor.

Sem dúvida que as verdadeiras causas, geradas ao longo de 6.000 anos de civilização, permanecem ocultas à curiosidade e julgamentos parciais e limitantes, porém, podemos visualizar a AUSÊNCIA DE AMOR como paradigma a ser superado. Amor ao próximo, amor à natureza, amor ao país que acolhe as comunidades dentro de suas fronteiras, amor ao ar e ao alimento que nutre a vida, amor à família que traz à reencarnação, amor ao trabalho – por mais humilde que seja – que faculta conforto, amor a tudo o que nos cerca, amor sem apego, amor sem exigência, sem satisfação e egolatria pessoal.

Respeito ao corpo que abriga a alma. Que fala com ela quando tem dor, quando tem fome e sede, quando precisa de higiene e cuidados, quando  encaminha a alma às experiências pessoais e à convivência com o outro.  

Corpo que resiste aos desvarios e erros de conduta, mas que vai se esfacelando diante dos abusos a que tenta desesperadamente resistir.    

Talvez o homem quisesse ser como Ícaro que voa em direção à luz que tanto almeja mas quanto mais se aproxima, ela, a falsa luz das utopias terrestres derrete as frágeis asas e o projeta no vácuo e na escuridão.

Pensadores e filósofos somatizaram seus próprios problemas existenciais e criaram as filosofias existencialistas; encararam a prevalência do orgulho e do egoísmo nas comunidades onde viviam como “culpa” de Deus, daquele Deus cruel e desfigurado por três divinas pessoas que nada faziam diante das dores humanas. E preconizaram o suicídio como alternativa de fuga do sofrimento sem esperança.

Por outro lado, sabemos que há falanges e falanges de Espíritos em verdadeiro desvario moral, emocional e existencial hoje reencarnados na face do planeta. Mas, perguntaríamos, e as influências do ambiente em que vivem? E o materialismo feroz que os isola (refiro-me aos jovens recrutados pela ferocidade e loucura de uns poucos)  e agride sem perspectivas de um possível refazimento (mesmo que minimamente) a potencializar a chama divina que trazem consigo (afinal também são criaturas de Deus)? 

Meditemos na mensagem de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Caridade para com os Criminosos... sem julgamentos, sem ódio que alimenta ódio, mas com espírito de misericórdia, tal como Jesus olhou a humanidade que o torturou, e oremos neste momento de grandes aflições.      

Vamos buscar alternativas para que o país no qual vivemos seja respeitado e a sua população encontre mecanismos de bem viver.

Lei de Causa e Efeito não é lei de talião; o barco que Jesus conduz nesses mares revoltos não prescinde de nossa colaboração para que continue a navegar em segurança.

E nós, espíritas, temos o dever e a responsabilidade de sair da nossa acomodação e semear a Paz, a Fraternidade, a Esperança e a Consolação nos corações próximos ou distantes. Isso também se chama FRATERNIDADE. 

E você, meu irmão e minha irmã que pensa continuadamente no suicídio como rota de fuga ao sofrimento que o/a atormenta, pense que o Espírito é imortal, seu corpo sofrerá o efeito desastroso de seus atos, que não solucionarão os seus problemas; mire-se em Jesus, acolha-se em seus braços, busque-o com toda a força de sua vontade, refugie-se em seu olhar doce e humilde mas enérgico e forte, como o irmão mais velho que Ele é, e busque a serenidade com Ele, em Suas palavras, em Sua mansuetude, em Seu amor. E descanse a sua mente fatigada com Ele.

Sonia Theodoro da Silva
www.filosofiaespirita.org

Filosofando: O Sofrimento segundo a Filosofia Espírita: https://www.youtube.com/watch?v=CoMsTsZ3E4k
 
Mundo Maior em Debate: O que vem após a Morte? https://www.youtube.com/watch?v=XimVtWpuErA       

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O MEU (AMADO) PAÍS

(em reprise...)

Coração do mundo ... pátria do Evangelho ... há quem veja privilégios nestas palavras... e até uma certa arrogância; muitos julgaram ou julgam o Brasil a nova terra prometida e, nós, brasileiros, o povo escolhido que abrigaria os novos tempos. Contudo, o conceito de pátria do Evangelho é bem mais abrangente: na verdade estamos todos unidos, por afinidade, desde o passado remoto até o presente contundente: trânsfugas morais, adeptos de posturas equivocadas; desde todos os tempos, de todos os recantos da Terra, de todas as crenças e filosofias, de todas as posições sociais, de todas as sociedades e culturas, em um só e imenso lugar, onde tivéssemos as condições propícias para mudar...     

Brasil... de costas imensas, de largas e extensas praias, de selvas verdes e matas densas, de  mares verdes e de aves multi coloridas, de felinos belos e serenos; do boto que se confunde com o rapaz bonito da lenda criança; da pantera, da onça, do tucano e do papagaio; do mico leão dourado e das borboletas azuis... do cãozinho amigo e do gato ladino; das árvores que encantam, que ensombram, que fazem a chuva chover... das noites enluaradas e das estrelas sem fim... do calor que assusta e do frio que faz sofrer...

Visto do alto, o meu Brasil se confunde com outras terras e outros mares tão azuis e tão extensos que minha vista mal alcança...o meu Brasil de terras imensas, de águas ocultas, de rios largos e imensos, de peixes tão grandes quanto pequenos. Visto do alto, meu Brasil me comove - quem é você, Brasil? De quais lugares você veio e onde você está? Quem te construiu, quem sustenta as tuas fronteiras?

Do alto do mais alto pico do Brasil eu poderia estender meus braços e abraçar o meu país, e torná-lo pequeno, e afagá-lo como a uma criança, como a um filho querido que geme e se contorce em suas dores, dores tão grandes que saem às ruas, que se revolta, que chora e se espreme em veículos que o conduzem à busca do trabalho distante, ou do divertimento imposto e bancado pelos novos colonizadores e catequizadores de ideias.

Quem é você, meu Brasil, personificado em milhões de olhares úmidos de pranto por seus filhos perdidos pela bala “perdida”... quem é você, meu Brasil querido, personificado em milhares de crianças e jovens que, na escola, mal sabem ler e escrever uns, ou que se perdem nos desequilíbrios da busca desenfreada do prazer que, logo trazendo o vazio,  sai e sai novamente sem rumo, sem destino...quem é você, meu Brasil, cujo olhar suplicante busca nos altares frios e distantes a resposta para o seu desencanto...

Quem é você, meu Brasil de milhões de esperanças e de outro tanto de almas enfermas da alma; quem é você meu Brasil que busca num simples jogo de bola a alegria distante...

Porque, meu Brasil, tantos te tratam assim? Porque de tuas matas mortas, de teus animais em extinção, de tua água que seca, tamanha a poluição... E eu afago o meu país pequeno em meus grandes braços, e tal como o profeta, levanto o meu país à vista d’Aquele que o criou, à vista daquele que é maior do que eu mesma, do que todos, e que esteve entre nós nos ensinando a caminhar,  e o entrego nos Seus braços, e peço, e oro, pelo meu Brasil, para que possa andar com suas pernas vacilantes, que possa sorrir de vera alegria, que possa ver em torno de si a grande promessa de paz, que possa abraçar e ser abraçado, amar e ser amado, sem medo, sem raiva, porque crescido, adulto, educado, maduro e irmão.              

Que o meu Brasil possa sair de madrugada, e seguir para o seu trabalho compensador, e encontrar a rota certa, a segurança, a realização. 

Que o meu Brasil não dependa de quem quer que seja para alimentar-se, cuidar-se, ter seus filhos, comprar sua casa – porque tudo, tudo que fizer e realizar e respeitar reverterá a seu favor.

Que o meu Brasil respeite mares e lagos, rios e matas, animais e humanos, pois tudo faz parte do mesmo ciclo de vida, porque sabe que se assim não fizer, simplesmente morrerá.

Que o meu Brasil tenha seus representantes legítimos porque eleitos pela Verdade e pela Verdade trabalharão.

Que o meu Brasil apague de sua lembrança os maus governantes, os manipuladores, os corruptos e corruptores, os roubadores, os criminosos, os mentirosos e hipócritas, os que deturpam a paz e lesam os bens públicos; e que este momento não passe de aprendizado – longo, doloroso e definitivo aprendizado - em busca da honestidade, dos valores e virtudes humanas que a sustentam e à Vida.

 

Que o meu Brasil reconstruído pelo trabalho, pelos estudos, pela capacidade que tem de  sentir  empatia, afaste de si o egoísmo feroz e o individualismo doentio, que empobrece as suas capacidades, que o torna menor, que o submete à manipulação, e bloqueia o seu imenso potencial de realização.

Que o meu Brasil reconstruído pelo Amor, a ele finalmente dê guarida, abrindo os seus braços para os filhos das guerras distantes, das tragédias que ferem, dos dramas ocultos, das perseguições inumanas e cruéis.

Que o meu Brasil gigante acredite em si mesmo, mas seja tão humilde quanto a sua imensa capacidade de compreender.

Que o meu Brasil querido seja o coração que ama e a terra do Amor, que, renascido um dia, partiu mas nunca nos deixou.

Brasil: ergue-te, realiza, trabalha, acredita, ama, suba aos montes mais altos, eleva-te em espírito e de lá, visualiza o imenso caminho que te cabe; ele está perto de ti, bem perto, tão visível quanto as estrelas, tão fresco quanto as ondas do mar, tão vivo quanto as árvores,  silentes, belas e partícipes da vida – sai em busca das tuas bem-aventuranças,  segue a Luz que te criou, encontra-te contigo mesmo, e com todos os que te cercam. 

Meu Brasil jamais se submete, jamais se escraviza, a nada e a ninguém, a nenhuma circunstância. E o meu Brasil refeito e reconstruído, espiritualizado e trabalhador, finalmente estará pronto para abrigar a Paz – e de seu imenso coração emanarão os mais sublimes sentimentos que abraçarão a Terra inteira, os nossos irmãos.

Sonia Theodoro da Silva
www.filosofiaespirita.org